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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Me desculpe se...


Desculpe se minha alegria te incomoda...
A culpa é dos amigos maravilhosos(únicos, figuraças, presentes divinos e que não abandonarie nunca, mesmo que eles sejam a raposa e eu o cão ou a velha) que tenho, da alegria e felicidade que é confiar em Deus e ser amada por Ele, dos pais amorosos e melhorzões do mundo que estão ao meu lado, da irmã com quem aprendi e aprendo muito todo dia, de viver sabendo que tenho cama para dormir, teto para me refugiar, roupa para vestir, comida para comer. AAH, sim, eu tenho momentos incríveis na vida e acabei de viver dias inesquecíveis e de quebra tenho a sorte de fazer a faculdade que escolhi na instituição que sonhei, ATUAR que sempre foi minha paixão, fazer os cursos que eu quero e saber que todo dia eu sou abençoada. Ah, me desculpe se minha alegria te incomoda, mas o problema não está em mim, está só em você.
xoxo

terça-feira, 3 de julho de 2012

É cool ser POP. (?)

É cool ser POP. 
É, eu também achava. Quando eu tinha 13 anos. No máximo uns 15 anos. Não quando eu tinha 18. Com dezoito eu já tinha percebido que ser popular demanda perder de pouquinho em pouquinho pedaços de nossa personalidade e por fim não se é mais nada, isso é ser um merda fútil. Aos vinte então... Ah, aos vinte essa sina de ser popular é coisa pra criança e o mundo é um moinho como diria Cazuza. Não apenas moe sonhos mesquinhos, como roda. 

Eu, como boa observadora, percebo que tem uma onda babaca de que ser popular é um estilo de vida dos sonhos, divinal. Coitados, a culpa não é desses jovens narcisistas e estúpidos, eles apenas foram esculpidos sem muita coisa no cérebro e acham que tudo que se interessa na vida é ter muitos amigos no facebook e ser badalado na faculdade. Grande coisa. Porque se o coleguinha tem uma opinião que diverge da minha, ele merece ser esculhambado, não é isso? Se o coleguinha não quer seguir as ideias da massa, ele não é digno de atenção, ele não é COOL.

O que me surpreende numa faculdade de comunicação não é exatamente que eles sigam a risca essa condição de seguidores do COOL, mas é que eles batam no peito e digam que a mídia fala para a minoria, que a mídia faz as pessoas seguirem modismos. Ora, o que eles estão fazendo não é justamente isso? O que muda é só a circunstância. Na faculdade a maioria acha bacana ficar no DCE e ser conhecido por todos os calouros, por todos os veteranos e se achar muito legal por ser querido por todos; no futuro isso se transforma em um jornalista que gosta de ter amigos e ser querido por todos e que não vai abrir mão de seu status de COOL só para falar das mazelas de uma população, ainda mais quando as mazelas deles não me atingem.

Porque, né? FODA-SE o raciocínio crítico. Me dá náuseas ver esse bando de jovens sendo babacas. Eu queria poder dizer "Ah, eles são jovens, eles estão fazendo babaquices que pessoas de dezoito e dezenove anos fazem", mas isso é uma mentira. Primeiro que eu acho uma perda de tempo você ficar tentando agradar pessoas, ficar cheirando o rabinho alheio só para ser aceito no grupinho. Segundo porque eu acho que quando você é você mesmo, vai atrair pessoas que gostem de você pelo o que você é e não por aquilo que eles querem que você seja. E para mim é muito cafona pessoa que fica fazendo tipinho, que fica tentando aparecer e ser "o engraçado", "o popular" numa faculdade. ALÔ, o tempo de ser esse tipo de pessoa ficou lá na escola. E sinceramente, eu posso falar, ja vivi minha fase de ser popular. E hoje eu concordo em número e grau com Oscar Wilde que diz "A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre. Ecoínos que me desculpem, mas eu prefiro bem mais ser uma pessoa que agrega valor, uma pessoa com conteúdo,alguém que eu goste e ter apenas duas ou uma pessoa atrás de mim, do que ser um medíocre e ter uma multidão me seguindo.


Talvez seja hora de rever que tipo de pessoa você está sendo na faculdade (e na vida também, por quê não?). Alguém de personalidade, com presença e que tenha valor ou um tipinho, que existe só para ser aceito por aqueles que se acham os bons e estão cheio de teto de vidro ?!


Termino aqui com a seguinte frase também do Oscar Wilde "Ah! Não me diga que concorda comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado."



segunda-feira, 25 de junho de 2012

Um dedo a mais. PARTE 2

Valorização. Esse é o tema da vez. Eu pensei, pensei e pensei, por fim decidi que a valorização ela também precisa acontecer em outros termos, por outros ângulos. Será que nós mesmos nos valorizamos? Quer dizer, será que não estamos sempre brincando de sermos inferiores, de nos menosprezar, de achar que qualquer pessoa que venha lá de fora, só por ser 'estrangeiro' já é melhor?! É muito fácil falar que o Brasil é uma bagunça e que nada aqui acontece direito, essa é uma história que se repete na boca de todo mundo e duvido que alguém, algum dia, não tenho dito exatamente isso. Não tiro a razão, mas acho que por trás dessa visão existe um vício de desconsiderar tudo que nosso país tem. Nós não somos definidos pelo carnaval ou pelo futebol. Nós não somos apenas nossas praias e Pelé, Ronaldinho etc. Somos um povo que se orgulha de tudo aquilo ao qual somos BEM representados. Futebol não nasceu no Brasil, é um esporte europeu, mas que o brasileiro adaptou ao seu molejo, a sua ginga, a sua criatividade. O brasileiro leva a vida como leva a bola nos pés, não com essa terrível história de "jeitinho brasileiro" de tentar trapacear e se dar bem em cima dos outros, mas na questão de ir equilibrando, se virando da maneira que dá de modo que no fim do mês tenha alimento na geladeira e na mesa, de modo que os filhos estejam se tornando pessoas honestas, ainda que a pobreza seja uma companheira ciumenta. O brasileiro é um camaleão. Tá ruim, mas está sorrindo, de bom humor. O dinheiro do mês acabou, mas eu vou atrás do bloco de rua tentar me divertir.
           Está certo que de certo modo essa maneira um pouco "positiva" ou talvez, quem sabe, acomodada, do brasileiro acaba sendo prejudicial quando o negócio está ruim e não tem como dizer "mas está bom" porque está ruim e pronto, e NÓS temos que consertar, correr a trás, exigir melhorias. Não dá pra equilibrar a bola entre os pés, quando nos dão um carrinho, uma banda, e desmontam a nossa jogada. Não dá para garantir a comida na mesa quando a pobreza dá as mãos para os corruptos, os egoístas, os safados, aqueles que querem dar "um jeitinho brasileiro" e ser malandro a custa da infelicidade dos outros. O problema do brasileiro é que ele se preocupa muito com o outro. O outro estrangeiro porque é sempre uma sombra pairando, é sempre melhor, é sempre mais inteligente, mais bem vestido, mais eficiente. O outro que mora ao lado porque se ele fez uma coisa errada, na primeira oportunidade que tenho eu faço também, já que ele está tirando essa onda, eu também quero. E que se ferre os demais. Isso não é característica de pobre não, isso é característica de grande parte dos brasileiros mesmo, do rico ao pobre, do nordestino ao sulista. Do eleitor ao político. A política de um país é o reflexo da sociedade, não podemos esquecer disso.
    Muitas pessoas não conhecem certas leis no Brasil que são muito interessantes, são inclusive superiores as leis dos demais, mas aqui... Não estão seguindo a lei, não estão cumprindo, estão trapaceando. Nossas leis eleitorais são uma das mais bem elaboradas, mas sempre tem um jeitinho de tornar tudo sujo, de usar as leis tão bem feitas para usos maléficos. Nossa política teórica é tão bonita, mas não mal utilizada na prática. Nossa constituição é tão democrática, tão justa, tão ampla, mas TÃO esquecida, desrespeitada, desconsiderada. As pessoas confundem liberdade com libertinagem, direito com apelação, limites com censura. 

Por isso nós dizemos que o Brasil é uma bagunça, porque nós, enquanto povo, enquanto POPULAÇÃO, somos desorganizados. Acomodados. Desinformados. Desvalorizados, começando pela maneira como nós mesmos nos enxergamos.

    Temos que bater no peito e honrar essa terra que nos dá nosso sustento, que nos acolheu quando nascemos, que nos dá alimento, abrigo, chances de viver. O maior cirurgião plástico do mundo é brasileiro, mas ele trabalha nos Estados Unidos, um dos melhores é o Ivo Pitanguy, brasileiro sim senhor; Oswaldo Cruz  foi cientista,médicobacteriologistaepidemiologista e sanitarista. Pioneiro nas descobertas de moléstias tropicais, descobridor de vacinas; o Brasil é o país mais avançado nas pesquisas para o coquetel para doentes da AIDS e dizem que é o país mais avançado nas pesquisas de cura para doenças que aflingem o mundo de maneira drástica, um dos maiores artistas plásticos é brasileiro, Ayrton Senna do Brasil é um marco até hoje na F1, Brasil é o único país do mundo com eleições eletrônicas que tornam o processo eleitoral mais rápido e mais democrático, temos a Amazônia, Rio de Janeiro, Fernando de Noronha, Bonito, Florianópolis, Salvador outros milhões de lugares maravilhosos de uma natureza deslumbrante, nosso povo é criativo, generoso, simpático... Temos tanto pelo o quê lutar, poderíamos ser tão mais. Mas antes de olhar para o OUTRO e desejar que alguém faça alguma coisa, precisamos NÓS começar a nos mexer. É hora de deixar de olhar para o lado e começar a olhar para a frente. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Um dedo a mais. PART.1

         Eu sou a primeira a apontar aquilo que eu acho defeituoso no País. Sinceramente, eu fico tão necessitada de extravasar que a primeira coisa que faço é escrever sobre aquilo. Vide vários dos meus posts aqui no blog. O que eu tenho para falar hoje, segue a mesma lógica, só que eu não estou querendo criticar meu país, na verdade estou querendo URGENTEMENTE gerar uma reflexão.
        Não vou dizer que nossa educação é maravilhosa, não, não é. Principalmente nas partes básicas, que é onde temos mais déficit... Ensino fundamental é mesmo uma ponta dessa extensa linha que me preocupa e me incomoda, já que eu vejo tanto descaso e vejo muitos políticos tentarem enganar a população com meia dúzia de  artifícios que soam justos e bons para a maioria, mas que nós sabemos que são maneiras de se tapar o sol com a peneira.
         Pois muito bem, me recuso a entrar nesse mérito hoje. Hoje não falarei de políticas públicas de educação, como cotas, bolsa família, bolsa escola e blá blá. Hoje vou me limitar a falar de outro tema dentro de Educação. E esse tema se chama: VALORIZAÇÃO.

        Eu sou da ideia de que temos que criticar quando é preciso, mas também devemos elogiar quando necessário. Não acho que se hoje vou falar bem da educação superior o mérito é do governo, pelo contrário, o mérito é muito mais dos professores, dos coordenadores de curso, de muitos dos funcionários do MEC que coordenam e gerenciam as grandes curriculares. São esses que muitas vezes sem o apoio e sem o auxílio do governo federal se empenham para manter as Universidades com qualidade, com bons profissionais e funcionando. A Greve dos professores está aí só para reforçar o quanto o governo é extremamente incompetente ao retribuir esses profissionais que em tantas partes do mundo são melhores retribuídos. Mas também não é sobre greve esse texto.
         Quero fazer uma pergunta e ela é muito reflexiva. Você dá valor à educação superior do Brasil? Quer dizer, se te oferecessem duas opções: a) estudar com bolsa auxílio em qualquer faculdade pública brasileira OU b) estudar com bolsa auxílio em qualquer faculdade do exterior , qual opção você escolheria? Não entre no mérito "conhecer o país", pense no benefício para seu currículo. Pois então, eu garanto que muito mais da metade das pessoas que estão lendo esse post responderiam a letra B. Não é fingir que não entendo, não é dizer "sejam nacionalistas" e blá blá blá. Mas a verdade é que essa é uma falácia que a gente compra fácil, achando que só porque é um produto de fora ele é melhor. Na verdade as Universidades Brasileiras são uma das melhores do mundo, talvez não em infraestrutura, mas em grade curricular. Isso mesmo, CONTEÚDO
         Você sabia que a grade curricular de um curso de engenharia no Brasil é muito mais puxado e melhor qualidade do que muitos da Europa? Você sabia que nossos estudantes de medicina são muito mais exigidos que os estudantes de outros países? E você sabia, que por causa dessa nossa mania de desprezar o nacional em favor do internacional, nossos profissionais que são SUPERIORES, ao menos no que diz respeito a conteúdo aprendido, estão perdendo chance dentro do cenário nacional?
         Quer dizer, o cara se mata de estudar aqui, enfrenta diversos desafios como transporte, estágios horrorosos, muitas vezes uma prova dificílima para poder atuar na profissão e aí quando se tornam profissionais aptos para o mercado são desmerecidos. 
( AGORA que citei tudo isso, também preciso reconhecer que os profissionais, os professores de universidades federais são incentivados a estudar e a se aperfeiçoar pelo próprio governo federal. O governo PAGA os estudos, paga o tempo dispensado para essas melhorias. Claro que para chegar num patamar de professor concursado de faculdade pública é difícil, mas ainda assim é algo bacana de acontecer. Num País onde cada vez mais a educação é deixada de lado, essa é uma atitude honrável e admirável. Não é muito e nem mesmo o suficiente, mas é alguma coisa. )
         Se você não começa a acreditar na capacidade do seu país, como espera que outros o faça?
     Tenho muita coisa para falar sobre isso, sobre essa questão de valorizarmos o que vem de fora e desmerecermos tudo que vem do nosso próprio país, mas vou preferir dividir tudo isso. Por hoje, quero deixar a mensagem de que temos perdido tempo olhando para os méritos alheios e deixado de bater palmas para os nossos, para aquilo que é plantado na nossa terra, que tem o suor da nossa gente. Que o que é Brasileiro, tem que ser valorizado primeiro por nós. Mas estamos sempre esperando uma segunda opinião, estamos sempre esperando que o nosso seja inferior. Por enquanto o mais inferior é nosso jeito de pensar.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A necessidade

É ar.
É sonho.
É entrega.

A necessidade é cegueira bruta. É sede intensa. É sonho louco. É desejo inconsequente.
A necessidade é.
Fatal. Mortal.  É Alma.

GRITA BEM ALTO!

      Ser estudante de comunicação. Que responsabilidade recai sobre você naturalmente. Afinal, você é a pessoa responsável por entender o pensamento atual, enveredar pelos vales do pensamento crítico, fazer uma reflexão e se movimentar para mudar o que precisa ser mudado. É tanta coisa que já estamos cansados antes mesmo de começar.
     Sabe o que eu me pergunto? O que eu pensei quando decidi ser um comunicador, um comunicólogo... A resposta? Quando pensei se jornalista, eu queria passar as notícias com veracidade, informando e alertando as pessoas que me lessem. Eu queria não deixar faltar informação e que as pessoas não fossem enganadas. Então desisti porque percebi que eu, eu não queria me sentir obrigada a escrever alguma coisa que prestasse toda semana ou todo dia. Eu queria ter a liberdade de escrever sobre o que me viesse a cabeça, quando me viesse a cabeça, do jeito que me viesse a cabeça. Então, um dia, eu pensei que tudo que eu poderia querer ser, era ser cineasta. Colocar no vídeo minhas idéias, levar as pessoas a reflexão dos mais diversos assuntos por meio dos meus filmes. Dar entretenimento, mas não um burro. Não um "besteirol americano".
     Fiquei tão feliz com essa possibilidade, eu me via tão bem como cineasta. Aí comecei a conviver com uns do tipo...Pessoal meio exagerado, meio comunista, insatisfeito com tudo e com todos, odiando o capital e o capitalismo, odiando o governo, odiando Hollywood, odiando os filmes que não fossem nem franceses e nem preto e branco. Me enchi. Eu odeio poucas coisas, essa vida de ser revolucionário 24h por dia não é para mim não. Então pensei, caramba, eu tenho que ser é publicitário. Mas não um publicitário selvagem que não liga para o que está fazendo e divulgado desde que esteja ganhando muito dinheiro. Um publicitário com tiradas inteligentes, que não negue que o consumo é importante e válido, mas que também não ache que pelo dinheiro vale tudo. Então pensei "eu posso ser essa pessoa que ENTENDE a cabeça dos consumidores". Dá para ser bom para a sociedade com isso.
     Então, no fim, eu estava lá, na faculdade de comunicação. Primeiro semestre foi o mais calmo do mundo. Eu não tinha noção de que em pouco tempo eu já estaria arrancando os cabelos. Ser estudante de comunicação é conviver com os mais variados tipos de pessoas. Até aí tudo bem, é até bom, te dá um leque sobre as pessoas. Ainda mais para mim, atriz. É ótimo para meu laboratório pessoal. Mas, chega um momento, em que você percebe que existem uns tipos exagerados. BEM exagerados mesmo. Porque tudo bem, eu posso ser uma pessoa que queira mudar as coisas que estão erradas. Eu sou até, do tipo que acha que tem muita coisa errada na política, que o salário dos professores é injusto com a categoria, eu acho mesmo que as escolas não tem infraestrutura, que os postos de saúde/hospitais precisam de atenção, eu acho que é um absurdo o Cachoeirinha ser acobertado pela imprensa e todo esse tipo de coisa. SIM! EU ACHO UM ABSURDO.
      Para não dizer que eu sou estúpida, eu até admito que as pessoas tem que pensar sobre isso. Estudantes de comunicação PRECISAM mesmo se perguntar qual o seu papel nisso tudo. AGORA, o que eu não entendo, é como que eu vou ajudar a sociedade se ao invés de estudar e me formar na profissão escolhida para que eu faça a diferença, eu ficar MILITANDO junto com o DCE ou o CA nas causas mais bananadas do mundo. Quer exigir bandejão, opa, tudo bem, sou super a favor. Quer exigir melhoras no alojamento? Beleza. .. Quer exigir "liberação da maconha" ? AH, tá de sacanagem. ISSO é essencial? ISSO É ESSENCIAL, CACETE? Que me desculpem o palavrão, mas é demais. Tudo bem, vamos em frente. Quer exigir "o fim do capitalismo e o apogeu do socialismo marxista"? AQUI, é o primeiro ponto ao qual me pergunto se eu estou na faculdade certa. SOCIALISMO? Meu Deus, eu penso, será que esses meus colegas de profissão, esses jovens que estudaram para entrar numa faculdade federal... Eles esqueceram o que significa de socialismo? Porque o que eles pedem, na verdade, se chama comunismo. E o comunismo... é inviável. Menos que o socialismo, verdade, mas muito inviável. E sinceramente, se Marx estivesse vivo, ele já teria pensado em outra coisa. Ele já teria percebido que o comunismo ou o socialismo, são movimentos de um mundo que já não existe mais.
   Então vem a ideia da greve dos professores. Eu não sou professor, mas eu acho sinceramente que esse movimento é inútil e que só prejudica aos professores e alunos. Existem outras maneiras de se reivindicar alguma coisa. O quê? Não sei, vamos ser criativos. Paralisação do trânsito em frente a faculdade. Fazer reivindicação com cobertura da mídia... Criar um site com alguma coisa. NÃO SEI, inventa. Greve vai incomodar quem e como? Vai incomodar e muito os estudantes que vão se atrasar. Então, meus professores LINDOS, lindos e sensatos resolvem não aderir a greve, porque eles enxergam essas questões todas. E o que acontece? Meus colegas, meus futuros colegas de profissão, fazem uma assembléia e decidem EXIGIR que os professores façam greve. SEGUNDO MOMENTO CRUCIAL em que eu me pergunto se estou na faculdade certa. 
   Porque eu acho que se eu quero mudar alguma coisa, preciso primeiro mudar o voto. E depois preciso rever conceitos. E depois preciso procurar saber o que está acontecendo no meu país, no meu estado, na minha cidade. Preciso parar de reclamar da boca para fora e ler um pouco de lei, conhecer um pouco melhor a constituição, entender porque é constitucional que os deputados aumentem seus salários, ou porque é legal que seja destinado tanto para a educação. É isso que falta ao estudante de comunicação. Não é falar, não é sair da cadeira, não é ter voz. O que falta é saber o que está falando. Um estudante de comunicação que faz que nem papagaio, só repete o que ouve... Esse estudante não apenas está errado, como está envergonhando e corrompendo a idéia de um comunicólogo. Porque o nosso leitor, nosso espectador, nosso consumidor, ele não pode ser aquela pessoa que pega o que a gente diz e repete, sem pensar ou sem ter um pensamento crítico. Não é isso que falamos? Então porque quando o assunto é política, o estudante sai repetindo o que acha estar certo, sem criticar? Sem pensar? E PORQUE RAIOS, só porque eu acho que a greve tem que acontecer, eu tenho que ignorar aqueles que querem estudar?!
        Eu me pergunto se estou na faculdade certa porque não posso admitir que estou equiparada a essas pessoas. Não aceito que os que estudam comigo, aqueles que tem a mesma capacidade que eu para estar onde eu estou, tenham certos tipos de atitudes. Dá vontade mesmo de gritar bem alto.

domingo, 20 de maio de 2012

Jogos Vorazes. Livros intensos.

Terminei de ler a triologia "Jogos Vorazes". Quando fechei o terceiro livro ainda chorei intensamente por mais alguns minutos, nunca um livro me deixou tão triste. Não é uma tristeza ao estilo "Ned Stark morreu" ou "Dobby morreu nos braços do Harry", foi uma tristeza super forte, super louca. Eu estava deprimida. Literalmente. Só consegui pensar 'livros não devem nos fazer sentir assim depois do ponto final'. É como se tirasse nossas esperanças. Não me entenda mal, achei o livro maravilhoso, mas é cruel. Talvez o mais cruel é que a crítica feita sobre os seres humanos e a sociedade em geral é verdadeira. Eu mal tinha terminado de ler, fui ver televisão e estava dando o programa da Eliana, no SBT. Bem na parte daquele "rola ou não rola" e entrou um cara gótico, todo transformado, com os dentes modificados para ficarem igual ao de bichos, sem sobrancelha, com uma parte do cabelo raspado, maquiado, cheio de piercings e eu me vi pensando "MEU DEUS, estamos caminhando para um futuro ao estilo 'Capital' de ser"." Estranho, e por favor, aqui tem spoilers do livro... mas assim, eu torci desde o princípio para o Peeta terminar com a Kat, para ela escolhr ele e tal, porque embora o Gale fosse um lindo, fofo, eu achava que o Peeta era mais, era o tipo que estaria lá para ela sempre que necessário. O Peeta não pensava de maneira racional, ele era o tempo todo emoção, era bonito ver. E depois de um tempo, eu vi que ele era o único que conseguia entender os sentimentos da Kat sobre aquilo que eles viveram na arena, ninguém mais. No final, meu desejo é concebido, mas é de uma maneira tão triste, tão cinzenta, que quase não dá felicidade. É tão triste que estou sensibilizada até agora.

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